Ola Pessoal…
Seria impossível deixar de criar esse link em nosso blog.
Quando minha Yalorixá começou a me passar as informações preciosas sobre as comidas dos orixás e entidades, ela me disse que é na cozinha que o candomblé se enraiza, e é nela onde se aprende os mais importantes fundamentos do candomblé. Naquele momento, enquanto ela me passava tantas informações, fui percebendo o tamanho da responsabilidade em cozinhar para uma entidade, que vai além de seguir o passo a passo de uma receita; neste momento, é como voltar no tempo e reviver o sentimento de nossos antepassados.
Nesse momento, ao preparar o amalá – comida servida ao orixá Xangó, me recordei das aulas em nosso grupo, sobre o reino de Oyó,onde ele se consagrou rei, da sua ausência no banquete do Olubajé…enfim, foi como me teletransportar naquele momento para aquela época.
Desde então, ao preparar qualquer que seja a comida, oferenda ou até mesmo um ebó, concentro todas as minhas energias naquele momento, o qual se tornou sagrado e puro.
Tudo o que fazemos hoje nos terreiros, vêm da antiguidade. Porém muitos utensílios básicos de uma cozinha de santo da antiguidade, foram sendo substituídos, em virtude da modernização. Hoje em dia, ela pouco difere de uma cozinha qualquer: já conta com fogão a gás e com todos os modernos recursos.
O que não podemos de deixar de diferenciar é o momento do uso, no qual deve-se separar a preparação das comidas de santo das comidas do dia dia do barracão.
O ato de cozinhar, principalmente para um orixá ou entidade, é como entrar em conexão direta com esse espírito, oferecendo-lhe a comida desde o início do preparo, ao embalo de sua cantiga ou fazendo uma reza.
A partir de hoje, contarei a vocês meus irmãos cada momento importante da minha passagem pela cozinha, como exemplo para aquelas que têm essa missão – novas Yabassés como eu, ou para ekédes, yaos, abiãs e até mesmo ogãs.
Motumbá axé Motumbá a todos!!
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